domingo, 18 de julho de 2010

Luxo é relativo...

Foto retirada na Queimada dos Britos / MA, 2010

Nascemos dentro desse enorme sistema. Sistema capitalista e muito consumista. Pensar a respeito do real valor dentro deste sistema é muito relativo. Nascemos, crescemos, trabalhamos, alguns se reproduzem e todos morrem. E porque trabalhamos? Trabalhamos para obter dinheiro e com ele obter bens materiais que trazem de alguma forma prazer aos sentimentos do ser humano. Estes bens materiais como a roupa, nos aquecem do frio. Não sentir frio é luxo. Roupa de grife também é luxo. O carro pode nos transportar de um lado para outro de forma rápida e confortável. Carro de luxo também é luxo. Casa para morar. Local em que se pode proteger a prole garantindo a segurança da família. Sentir-se protegido é luxo. Mansão também é luxo. Jóias são feitas para colorir, chamar atenção. Geneticamente pensando jóias são feitas para atrair a atenção do sexo oposto, que garantir a reprodução da espécie. Sentir-se bonita(o) é luxo. Jóias raras também. Pensar em luxo é relativo. Luxo é tudo aquilo que proporciona bem estar. Mas o ser humano cria valor agregado em bens materiais para demonstrar poder para aqueles que o cercam, a sociedade.Enfim, no meio de tanta informação a verdadeira essência é esquecida. E muitas vezes perdido neste meio caótico, a sociedade cria valores em coisas vazias e até usufrui destes bens acreditando que o vazio será preenchido. O luxo está presente em tudo aquilo que cada um define como importante e dá valor. Por fim, fico feliz por valorizar coisas incomuns.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Instinto

Instinto

O dia passa e o coração pulsa. O coração pulsa.
O ouvido escuta. O ruído é baixo.
O ruído é suficientemente perceptível aquele que escuta.
O que escuta é suficientemente sensível.
O ruído é perceptível aquele que escuta que é suficientemente sensível.
O ouvido do observador é suficientemente sensível ao ouvido perceptível.
O coração pulsa.
Os olhos captam. A pupila se dilata. Os olhos observam.
Os olhos são direcionados. Os olhos enxergam.
Os olhos enxergam meticulosamente.
Os olhos vêem.
Os olhos cautelosamente enxergam.
Os olhos vêem.
Os olhos do observador observam. O observador meticulosamente enxerga através dos olhos.
Os olhos do observando é cautelosamente observado pelos olhos do observador.
O observador enxerga.
O coração pulsa.
O observador sente.
O observador sente o palato aguçado. O palato aguçado do observador é sentido.
O sentido ao palato aguçado do observador é o gosto.
O gosto é o olfato aguçado do palato do observador.
O gosto do observador é ácido. O gosto é azedo, amargo. O gosto é doce.
O coração pulsa.
O corpo respira.
O corpo expira e inspira. O corpo respira.
O corpo do observador respira. O peito se enche de ar. O corpo inspira.
O peito cheio de ar é esvaziado pelo corpo do observado.
O peito está vazio. O corpo expira. O corpo respira.
O coração pulsa.
O observador observa e é observado.
O observador observa o que quer observar,
O observando é observado pelo observador.
O observador agora não observa mais. Ele reage.
O corpo do observador reage, parte do passivo para o ativo.
O corpo reage.
O corpo reage ao estímulo inato, ao sentimento mais nobre, o sentimento mais primitivo.
O corpo reage ao estímulo de sobrevivência.
O corpo sobrevivente sente. Sente o sentimento de sobreviver.
O sentimento faz sobreviver àquele sensível ao sentimento.
O dia passa, o coração pulsa.
O coração pulsa.
O dia passa, o passo é dado e o coração pulsa.
O passo é dado. O corpo reage. O corpo reage ao estímulo.
O corpo reage ao estímulo no ato em que o passo foi dado.
O passo foi dado no momento do ato em que o corpo reagiu.
No novo passo a atenção se atenua.
O coração pulsa novamente, é mais acelerado agora.
O ouvido escuta. Os olhos enxergam. O corpo respira O olfato sente.
O coração pulsa, ele pulsa.

Eu respiro, tu inspira, ele transpira, nós aspiramos


Imagem: Gisele Borges, Queimada dos Britos/MA - Brasil